1ª Mensagem                        Conduta Espírita

 

Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita.

Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome de conduta.

Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto de lembretes para uso pessoal, no caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.

Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me” e, noutra circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”

Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz. Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.

De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção.

Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra.

Assim, ler este livro equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso. E se o bom senso ajuda a discernir, quem aprende a discernir sabe sempre como deve fazer.

Emmanuel

Uberaba, 17 de janeiro de 1960.

“Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações”  André Luiz

 

2ª Mensagem                    CONDUTA ESPÍRITA NO LAR

Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora dele.

Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.

Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo perante os outros.

A humildade constrói para a Vida Eterna.

Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem infundir-lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais, evitando a pompa de nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.

O lar é a escola primeira.

Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.

A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devemos desempenhar.

Ao menos uma vez por semana, formar o Culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.

Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.

Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitetônicos da própria moradia.

Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.



Aprendam primeiro a exercer a piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isso é bom e agradável a Deus.”Paulo.

(I Timóteo, 5:4)

 

 
 

 

 

 

 

                                          mmensagem                                CONDUTA ESPÍRITA NA VIA PÚBLICA                      

 

Demonstrar, com exemplos, que o espírita é cristão em qualquer local.

A Vinha do Senhor é o mundo inteiro.

Colaborar na higiene das vias públicas, não atirando detritos nas calçadas e nas sarjetas.

As pessoas de bons costumes se revelam nos menores atos.

Consagrar os direitos alheios, usando cordialidade e brandura com todo transeunte, seja ele quem for.

O culto da caridade não exige circunstâncias especiais.

Cumprimentar com serenidade e alegria as pessoas que convivem conosco, inspirando-lhes confiança.

A saudação fraterna é cartão de paz.

Exteriorizar gentileza e compreensão para com todos, prestando de boamente informações aos que se interessem por elas, auxiliando as crianças, os enfermos e as pessoas fatigadas em meio ao trânsito público, nesse ou naquele mister.

Alguns instantes de solidariedade semeiam simpatia e júbilo para sempre.

Coibir-se de provocar alarido na multidão, através de gritos ou brincadeiras inconvenientes, mantendo silêncio e respeito junto às residências particulares e justa veneração diante dos hospitais e das escolas, dos templos e dos presídios.

A elegância moral é o selo vivo da educação.

Abolir o divertimento impiedoso com os mutilados, com os enfermos mentais, com os mendigos e com os animais que nos surjam à frente.

Os menos felizes são credores de maior compaixão.

Proteger, com desvelo, caminhos e jardins, monumentos e pisos, árvores e demais recursos de beleza e conforto, dos lugares onde estiver.

O logradouro público é salão de visita para toda a comunidade.

 

 “Vede prudentemente como andais.”

Paulo. (1ª carta aos efésios, 5: 15.)

 

4ª Mensagem     CONDUTA ESPÍRITA NO TRABALHO

Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício constante de uma profissão nobre e digna.

O engrandecimento da vida exige o tributo individual ao trabalho.

Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.

Da busca incessante de perfeição, procede a competência real.

Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade da classe a que pertença.

O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.

Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às transações do comércio.

O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.

Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para favoritismos e vantagens na esfera profissional.

Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.

Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.

O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.



“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”Jesus.

(João, 5:17)

 

 
 

 

 


           

mMensagem                          CONDUTA ESPÍRITA NA SOCIEDADE

 

Desistir de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se efetivamente no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda mesmo quando consagrado por outrem.

A evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.

Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé, confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente através da boa reputação e da honradez que lhe exornam o caráter.

Cada Espírito responde por si mesmo.

Libertar-se das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e desapegar-se do “desculpismo” sistemático com que possa acomodar-se a qualquer atitude menos feliz.

A negligência provoca desperdícios irreparáveis.

Afastar-se dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica nem desdém, somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a favor dos necessitados.

O cristão deve descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.

Em injunção alguma, considerar ultrapassada ou ridícula as práticas religiosas naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.

A Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.

Tributar respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.

Há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.

Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade, distinção e cortesia.



“Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” – Paulo.

(Romanos, 14:19)

 

 
 

 

 

 

 


mMensagem                        CONDUTA ESPÍRITA NO TEMPLO

 

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.

O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.

Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.

O silêncio favorece a ordem.

Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.

O exemplo do bem começa nos gestos pequenos.

Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.

A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.

Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.

Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, petitórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.

A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo.



“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”Jesus.  (Mateus, 18:20)

 

 
 

 

 

 

 


7ª Mensagem                                  CONDUTA ESPÍRITA NA OBRA ASSISTENCIAL

 

Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.

Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.

Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade

doutrinária, desistindo da exibição de quaisquer objetos,construções ou medidas que expressem o supérfluo ou luxo.

O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.

Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.

A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.

Jamais reter, inutilmente, excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.

Não há bens produtivos em regime de estagnação.

Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes, jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles amargo peso na consciência.

Posse inútil, grilhão mental.

Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social, envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos cooperadores.

O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.

“E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo

em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus, o Pai.”

Paulo. (Colossenses, 3: 17)

 

8ª Mensagem              CONDUTA ESPÍRITA PERANTE NÓS MESMOS

 

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

O Espiritismo é caminho libertador.

Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

O afastamento do dever é deserção.

Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

Palavra empenhada, lei no coração.

Libertar-se das cadeias mentais, oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

O espírita está informado de que o acaso não existe.

Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.



“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.”Paulo.

(II Coríntios, 13:5)

 

 
 

 

 

 


mMensagem                                    CONDUTA ESPÍRITA PERANTE OS PARENTES

Desempenhar todos os justos deveres para aqueles que lhe comungam as teias da consangüinidade.

Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que não lhe compreendam os ideais.

O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.

Dilatar os laços de estima além do círculo da parentela.

A Humanidade é a nossa grande família.

Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e companheiro benevolente.

Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebê-lo por verdadeiro irmão.

Melhorar, sem desânimo, os contatos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios, primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.

O cumprimento do dever, criados por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não poderemos fugir.

Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.

Temos na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a Humanidade.



“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” – Paulo.

(I Timóteo, 5:8)

 

 
 

 

 

 


10ªmMensagem                        CONDUTA ESPÍRITA PERANTE OS COMPANHEIROS

 

Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda mesmo para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.

Todos somos estudantes na grande escola da Vida.

Respeitar as idéias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da leviandade que gera a maledicência.

Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.

Quando emprestar objetos comuns, não porfiar sobre a sua restituição, sustentando-se, firme, no propósito de auxiliar os outros de boamente, naquilo em que lhes possa ser útil.

Desapego é alicerce de elevação.

Perdoar sem condições àqueles que não nos correspondam às esperanças ou que direta ou indiretamente nos prejudiquem, inclusive os obsessores e outros irmãos infelizes.

Perdão nas almas, luz no caminho.

Fugir de elogiar companheiros que estejam agindo de conformidade com as nossas melhores aspirações, para não lhes criar empecilhos à caminhada enobrecedora, embora nos constitua dever prestar-lhes assistência e carinho para que mais se agigantem nas boas obras.

O elogio é sempre dispensável.

Suprimir toda crítica destrutiva na comunidade em que aprende e serve.

A Seara de Jesus pede trabalhadores decididos a auxiliar.

Coibir-se de qualquer acumpliciamento com o mal, a título de solidariedade nesse ou naquele sentido.

Quem tisna a consciência, desce à perturbação.

Nunca fazer acepção de pessoas e nem demonstrar cordialidade fraterna somente em circunstâncias que lhe favoreçam conveniências e interesses materiais.

A Lei Divina registra o móvel de toda ação.

 

 “Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”

Jesus. (João, 13: 35)

11ª Mensagem                     CONDUTA ESPÍRITA PERANTE OS DOENTES

 

Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces, vibrações e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo.

O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.

Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face dos enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a exclamações de pena ou tristeza.

O desespero é fogo invisível.

Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho, sem quaisquer lamentações infelizes.

A resignação nasce da confiança.

Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o restabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em leviandade.

Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.

Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de modo a humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às necessidades físicas e morais dentro dos recursos ao nosso alcance.

A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.

Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com parentes ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas enfermidades pertinazes.

O antídoto do mal é a perseverança no bem.

“Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes

meus pequeninos irmãos, a mim mesmo o fizestes.”

Jesus. (Mateus, 25: 40)

 

 

12ª Mensagem                                   Perante os Profitentes de Outras Religiões

 

Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.

O sarcasmo não edifica.

Não exasperar-se em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos postulados religiosos que lhe alimentam o coração, a

fim de evitar o vírus da cólera e as incursões das forças inferiores no próprio íntimo.

A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda.

Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo.

Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência.

Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.

O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas.

A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade, não faltar com a compreensão espírita cristã nem agarrar-se a conceituações radicais e inamovíveis.

Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão.

Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios à fé que lhe consola o coração.

Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo.

Silenciar todo impulso a polêmicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza religiosa.

Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental.

 Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que

não sejais condenados.”

(Tiago, 5: 9)

 

13ª Mensagem                                          Perante os Espíritos Sofredores

 

Abster-se da realização de sessões públicas para assistência a desencarnados sofredores, de vez que semelhante procedimento é falta de caridade para com os próprios Espíritos socorridos, que sentem, torturados, o comentário crescente e malsão em torno de seu próprio infortúnio.

Ainda mesmo nas aparências do bem, o mal é sempre mal.

Falar aos comunicantes perturbados e infelizes com dignidade e carinho, entre a energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta.

Sabedoria no falar, ciência de ensinar.

Sustar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, no sentido de preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez, em ambiente de concórdia e serenidade.

A ordem prepara o aperfeiçoamento.

Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contato com os irmãos inferiores da Espiritualidade.

A azedia não cura o desespero.

Suprimir indagações no trato com as entidades infortunadas, nem sempre em dia com a própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado.

A enfermagem imediata dispensa interrogatório.

 

 “Mas é grande ganho a piedade com contentamento.”

Paulo. (1ª carta a Timóteo, 6: 6)

 

14ª Mensagem                     Perante os Mentores Espirituais

 

Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem à essência doutrinária do Espiritismo.

A luz não se compadece com a sombra.

Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens que espalhem.

O fruto dá notícia da árvore que o produz.

Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.

O tempo é precioso para todos.

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito e não viciar-se em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.

Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.

Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consangüíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou descabidas exigências.

A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão-somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.

Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.

 “Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os

Espíritos são de Deus.”

(1ª epístola de João,  4: 1)

 

15ª Mensagem                           CONDUTA ESPÍRITA PERANTE A ORAÇÃO

 

Proferir a prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se dessa forma, a ligação com os Benfeitores da Vida Maior.

A prece entrelaça os Espíritos.

Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.

Há diferença fundamental entre orar e declamar.

Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias.

A oração, acima de tudo, é sentimento.

Prevenir-se contra a afetação e o exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.

Fervor d’alma, luz na prece.

Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e a distância, o necessário perdão de nossas faltas.

Os resultados da oração, quanto os resultados do amor, são ilimitados.

Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.

Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.

Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.

O sentimento é tudo.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”Jesus.

(Mateus, 26:41)